Após pedido negado pelo STF, grávida faz aborto na Colômbia

DIVULGAÇÃO/ONG ANIS

Apoiada no Brasil pela ONG Anis – Instituto de Bioética, Rebeca já tem dois filhos, de 6 e 9 anos, e argumentou que não conseguiria levar a gestação adiante por não ter condições emocionais, financeiras e psicológicas de criar mais uma criança. A ministra Rosa Weber, a quem foi endereçada a carta, negou o pedido da jovem.

Rebeca foi a primeira mulher brasileira a enviar pedido de aborto seguro ao STF sem figurar nos casos de anencefalia, estupro ou risco de morte. Na Colômbia, a legislação que vigora desde 2006 libera o procedimento em três situações: quando há risco de dano à saúde física e mental da gestante, violência sexual e má formação do feto.

O caso da brasileira foi categorizado pela lei colombiana na primeira situação, a de risco à saúde, que envolve desde estresse psicológico a situações que podem levar a grávida à morte.

“Aqui eu me senti muito amparada e recebi o apoio que não encontrei no Brasil, vindo de pessoas que não me conheciam, mas que ficaram sensibilizadas com o meu caso. Foi então que eu decidi fazer”, disse Rebeca ao jornal “O Globo” sobre sua passagem pela Colômbia para a realização do procedimento. A organização Profamilia custeou o aborto.