Tragédia na República Dominicana: Cantor Rubby Pérez morre em desabamento de teto durante show

Cantor dominicano Rubby Pérez, de 69 anos. Foto — © Instagram/Rubby Pérez

O mundo da música latina está de luto. O renomado cantor dominicano Rubby Pérez, de 69 anos, morreu tragicamente na noite desta terça-feira (8), após o desabamento do teto da discoteca Jet Set, em Santo Domingo, capital da República Dominicana. O artista se apresentava no palco quando a estrutura da casa noturna cedeu repentinamente, provocando pânico entre as cerca de 300 pessoas presentes.

A tragédia já contabiliza, até o momento, 98 mortos e mais de 160 feridos, muitos em estado grave. As autoridades locais estão mobilizadas em uma grande operação de resgate e apoio às vítimas e familiares.

Rubby Pérez era um dos ícones do merengue e dono de uma das vozes mais marcantes do gênero. Com uma carreira sólida e admirada em toda a América Latina, ele eternizou sucessos como “Buscando Tus Besos”, “Dame Veneno” e “Enamorado De Ella”, canções que embalaram gerações e conquistaram fãs ao redor do mundo.

O cantor, que superou uma deficiência visual ainda jovem, foi exemplo de superação e talento. Sua trajetória inspiradora e carisma nos palcos tornaram-no um dos artistas mais respeitados e queridos do país.

A discoteca Jet Set era um dos espaços mais tradicionais da vida noturna de Santo Domingo, frequentemente palco de grandes nomes da música caribenha. A tragédia levanta questionamentos sobre as condições estruturais do local e a fiscalização das casas de espetáculo na região.

Personalidades do meio artístico, autoridades e fãs de toda a América Latina expressaram consternação e homenagens nas redes sociais. O presidente da República Dominicana, Luis Abinader, também se manifestou, lamentando profundamente a perda do artista e das demais vítimas, e prometeu rigor nas investigações.

Rubby Pérez deixa um legado imenso para a cultura musical latina. Sua voz inconfundível e sua paixão pelo palco jamais serão esquecidas. A República Dominicana chora a perda de um de seus maiores ícones, e o merengue, seu eterno embaixador.

Fonte — ©Seridó no AR.