A advogada Ariane Carvalho da Silva, de 41 anos, morreu nesta sexta-feira (8) após ser atropelada na Estrada dos Bandeirantes, em Vargem Pequena, Zona Oeste do Rio. O carro era conduzido por Luan Plácido Moreira da Costa, 21 anos, ex-atleta do Botafogo, que também feriu outras três pessoas — uma delas em estado grave.
Segundo familiares, Ariane havia deixado o filho de 3 anos na creche e retornava ao trabalho quando foi atingida. Ela chegou a ser socorrida ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, mas não resistiu.
Luan permaneceu no local e acionou socorro, mas, de acordo com a polícia, ficou agressivo, tentou tomar o fuzil de um PM e quebrou uma viatura. Na delegacia, deu uma cabeçada em outro policial. O ex-jogador foi preso em flagrante e liberado após pagar fiança de R$ 3 mil, mas, com a morte da vítima, passou a responder também por homicídio culposo.
O motorista afirmou não se lembrar do acidente, disse usar medicamentos controlados e negou ingestão de álcool ou drogas, recusando-se a fazer exame toxicológico. Laudo do Instituto Médico Legal apontou sinais de desorientação, e familiares informaram que pretendiam interná-lo em clínica de reabilitação.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente e a conduta do motorista. A morte de Ariane provocou comoção e reacendeu o debate sobre punições a motoristas que se recusam a fazer testes para comprovar consumo de álcool ou entorpecentes. Ela deixa um filho pequeno, e familiares pedem justiça.





