Campina Belas Artes: cinema e teatro da cidade se destacam no cenário cultural

Teatro Municipal Severino Cabral lotado para o Festival de Inverno de Campina Grande em 2022 — Foto: Divulgação/FICG
Teatro Municipal Severino Cabral lotado para o Festival de Inverno de Campina Grande em 2022 — Foto: Divulgação/FICG

A cidade de Campina Grande, que celebra neste sábado (11) 161 anos de história, tem raízes culturais que passam pelo cinema e teatro. Através destas duas linguagens artísticas, diversos nomes que nasceram ou foram adotados pela Rainha da Borborema conseguiram fazer carreira e colocar o nome da cidade em destaque na cultura paraibana e brasileira.

O movimento teatral em Campina Grande passou por muitas inquietações ao longo de sua história. Segundo atores e ativistas culturais que fazem a cena teatral da Rainha da Borborema, fazer teatro na cidade não era recomendável em algumas épocas anteriores, como na época da Ditadura Militar. Mesmo assim, a cidade resistia.

O movimento teatral em Campina Grande encontrou no Teatro Municipal Severino Cabral, inaugurado na década de 1960, o seu principal marco e centro de atividades culturais, incentivando a produção local e o desenvolvimento de artistas, e fazendo com que Campina se tornasse conhecida nacionalmente por sua movimentação cultural.

Foi nos festivais de teatro que a cidade se tornou referência nos palcos entre as décadas de 80 e 90.

A atriz Fátima Ribeiro acompanhou esse momento e é responsável por boas partes dos prêmios teatrais conquistados pela cidade.

No cinema, a história da cidade é marcada pela resistência dos Cineclubes. Neles, nomes como Bráulio Tavares, Rômulo Azevedo, Romero Azevedo e tantos outros cineastas e pesquisadores do ramo conseguiram, ao longo dos anos, colocar Campina Grande entre as cidades brasileiras que mais produzem cinema.

Os cineclubes da Rainha da Borborema contam a história da cidade e ao longo dos anos se uniram a iniciativas como os festivais de cinema. Eles resistem às demandas de mercado e oportunizam acesso gratuito ao cinema.

O Comunicurtas, realizado pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), e o mais recente Festival Muído, são a prova de que a sétima arte continua sendo um dos destaques da cultura campinense. Estas iniciativas conseguem ser uma janela de exibição para um cinema que, ao passo em que se fortalece, também é sinônimo da resistência cultural encontrada na Rainha da Borborema.

Fonte: g1 PB