Um lutador foi indiciado pelo crime de injúria qualificada pelo preconceito, motivada por homofobia, contra um casal em uma pizzaria em Parnamirim, na Grande Natal. A informação foi divulgada nesta terça-feira (3) pela Polícia Civil após a conclusão do inquérito.
De acordo com as investigações, o caso ocorreu em dezembro de 2025. O casal vítima do crime foi alvo de agressão física e ofensas discriminatórias relacionadas à orientação sexual.
Segundo a Polícia Civil, o lutador também responde por contravenção penal de vias de fato – que são agressões físicas que não deixam vestígios ou não resultam em lesão corporal, como empurrões, tapas ou puxões de cabelo.
Segundo a polícia, o autor do crime, que é lutador profissional, se aproximou das vítimas enquanto elas estavam sentadas à mesa e, “sem qualquer interação anterior, desferiu agressão física contra uma delas, seguida de ofensas verbais de cunho discriminatório”.
A Polícia Civil informou que a ação foi interrompida por frequentadores do estabelecimento.
Segundo a polícia, durante o interrogatório, o investigado admitiu ter praticado a agressão, mas alegou ter dado apenas um “toque” em uma das vítimas. Ele, no entanto, negou a motivação discriminatória.
Para investigar o caso, a polícia contou com o depoimento das vítimas e de testemunhas presenciais. Além disso, fez a identificação do suspeito, interrogatório com ele e analisou imagens do sistema de videomonitoramento do estabelecimento.
De acordo com a polícia, as imagens foram fundamentais para a reconstituição da dinâmica dos fatos.
O inquérito policial foi concluído, e o suspeito foi formalmente indiciado pelo crime de injúria qualificada pelo preconceito, nos termos do artigo 2º-A da Lei nº 7.716/1989, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que equipara a homofobia ao crime de racismo, além da contravenção penal de vias de fato.
O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.
“A Polícia Civil do Rio Grande do Norte reforça que crimes motivados por preconceito e discriminação são tratados com rigor e destaca a importância do registro de ocorrências para a responsabilização dos autores e a proteção das vítimas”, informou a corporação.
Fonte: g1 RN






