O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reúne nesta terça-feira (28), em Brasília, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para alinhar os últimos detalhes do programa Desenrola 2.0. A iniciativa, que deve ser anunciada ainda nesta semana, prevê novas medidas para reduzir o endividamento das famílias, incluindo a possibilidade de uso de recursos do FGTS para quitar dívidas.
Segundo o Ministério da Fazenda, a proposta permitirá que trabalhadores utilizem parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abater débitos, com limitação de saque a um percentual que preserve a sustentabilidade do fundo. O desenho final do programa já foi apresentado a bancos e instituições financeiras, como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Febraban.
A proposta, no entanto, tem gerado críticas de especialistas e setores produtivos. Entidades como a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias apontam que o uso do FGTS pode comprometer recursos destinados ao financiamento habitacional e reduzir a segurança financeira dos trabalhadores em caso de demissão.
Outro ponto levantado por analistas é que a medida pode não resolver o problema estrutural do endividamento no país, apenas adiando uma possível volta dessas famílias ao cenário de inadimplência. O debate ocorre em meio ao aumento do endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 49,9% em fevereiro, segundo dados do Banco Central do Brasil — o maior nível da série histórica.
Além disso, o comprometimento da renda das pessoas físicas com dívidas chegou a 29,7%, também recorde, o que reforça a pressão por medidas de alívio financeiro no curto prazo.
Com informações de CNN Brasil
Fonte: Blog Jair Sampaio





