O amigo de Milce Daniel Pessoa, a idosa encontrada morta em uma área de mata após sete dias desaparecida em Bayeux, na Grande João Pessoa, e que foi conduzido para à delegacia, foi liberado após prestar esclarecimentos nesta quarta-feira (29). A Polícia Civil aguarda exames no corpo da mulher para avançar nas investigações.
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De acordo com o delegado Douglas García, o homem foi liberado e não é considerado suspeito no caso, sendo ouvido porque foi a última pessoa conhecida que viu a idosa antes do desaparecimento. Ele também ressaltou que exames periciais ainda vão ser feitos e ele aguarda o resultado deles para poder falar sobre os próximos passos do inquérito.
O corpo da idosa foi encaminhado para exames de necrópsia e também toxicológicos para saber se a causa da morte foi oriunda de violência e também se houve algum tipo de envenenamento.
O delegado disse que como o caso ganhou muita repercussão na mídia e em redes sociais, em todos os momentos em que o homem é ouvido pela polícia agentes são enviados para buscar e levar ele, para prevenir algum tipo de retaliação popular.
O homem foi ouvido após o corpo de Milce ser encontrado. Policiais foram na residência dele, em Bayeux, e o conduziram para prestar novos esclarecimentos.
Antes do corpo ser encontrado, a Polícia Civil apontou divergências em depoimentos anteriores do idoso, antes dele ser conduzido para a delegacia, para prestar esclarecimentos. A informação foi dada pelo delegado do caso, Douglas García, em entrevista para a TV Cabo Branco.
Segundo o investigador, as divergências estão relacionadas aos horários apontados pelo homem no que diz respeito a saída deles de um hospital, na última quarta-feira (22), e a ida para uma região de mata colher mangas.
O delegado disse também que, na terça-feira (28), o trajeto foi refeito com o amigo da idosa, da saída do hospital até a área de mata. O percurso foi cronometrado pelas autoridades e foi dito que “não seria possível, em hipótese nenhuma, chegar no horário dito pelo homem”.
Milce Daniel Pessoa estava desparecida desde a manhã da quarta-feira (22), após acompanhar Willis em uma consulta médica. O genro da idosa fez o reconhecimento do corpo e informou à TV Cabo Branco que, apesar do estado avançado de decomposição, características do cadáver batem com a mulher desaparecida, como a roupa, cor das unhas e maçãs do rosto.
Buscas foram realizadas em uma região de mata e contaram também com apoio do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e também de cães farejadores.
A idosa identificada como Milce Daniel Pessoa, de 72 anos, desapareceu após acompanhar um amigo e vizinho em uma consulta médica no Hospital Metropolitano, entre as cidades de Santa Rita e Bayeux, na Grande João Pessoa. O desaparecimento aconteceu na quarta-feira (22) pela manhã.
A filha contou que o homem disse que ambos foram para aquela região para pegar manga, pois a idosa teria argumentado que estava com fome e queria comer a fruta. Porém, ao se abaixar no processo de retirada da manga da árvore, o homem não visualizou mais a idosa.
Um boletim de ocorrência foi realizado na Polícia Civil, que investiga o caso desde então. O Corpo de Bombeiros chegou a realizar uma busca na área em que a idosa desapareceu, nesta sexta-feira (24), mas não a encontrou.
Na segunda-feira (27), durante uma perícia, foram encontrados dentro do carro do homem, fios de cabelo e também o que aparenta ser um pedaço de tecido na mesma cor do vestido que a idosa usava quando desapareceu, durante as perícias realizadas pelo Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB). Esse material foi recolhido para análise. Ainda não se sabe de quem era esse material.
Sobre os fios de cabelo encontrados, a perita explicou que o material vai para análise laboratorial e “serem relacionados ou não” com o caso. A casa do homem também foi periciada.
O delegado Douglas García, responsável pela apuração do desaparecimento, não informou detalhes sobre os motivos pelos quais tanto a casa do homem quanto o carro passam por perícia ou se o homem é considerado suspeito no caso.
Fonte: g1 PB






