Júri condena irmã, cunhado e outros quatro réus pelo assassinato de comerciante de 22 anos em Natal

Pollyana Nataluska foi assassinada em 2021, dentro do seu comércio, na Zona Norte de Natal — Foto: Redes sociais
Pollyana Nataluska foi assassinada em 2021, dentro do seu comércio, na Zona Norte de Natal — Foto: Redes sociaisCrime aconteceu dentro de loja de parafusos na avenida Boa Sorte, em Nossa Senhora da Apresentação. — Foto: Carlos Dhaniel/Inter TV Cabugi

O Tribunal do Júri condenou a irmã, o cunhado e outros quatro réus pelo assassinato da comerciante Pollyana Nataluska Costa de Medeiros, de 22 anos, em maio de 2021, em Natal. Segundo as investigações, o crime foi motivado por uma disputa por herança.

O resultado foi proclamado por volta da 0h desta quinta-feira (30) encerrando o julgamento iniciado na segunda-feira (27) no Plenário do Fórum Miguel Seabra Fagundes, na capital potiguar.

Luciano Cabral de Souza, Paloma Nataluska Costa de Medeiros, Alcivan Bernando da Silva, João Paulo Rocha e Josivan Pereira da Silva foram condenados pelo crime de homicídio duplamente qualificado.

Já Orklithye Mayklie Moronel Matias de Oliveira foi condenado por homicídio qualificado.

LEIA MAIS

Todos deverão cumprir as penas inicialmente em regime fechado.

A defesa do casal Paloma Nataluska e Luciano Cabral afirmou que vai recorrer da decisão em busca da anulação do júri. A Inter TV Cabugi não conseguiu contato com as defesas dos outros condenados.

Pollyana Nataluska, de 22 anos, foi executada a tiros dentro de uma loja de material de construção, na Zona Norte de Natal, no dia 18 de maio de 2021. A vítima era dona do comércio, que ficava localizado na Avenida Boa Sorte, no bairro Nossa Senhora da Apresentação.

Testemunhas disseram aos policiais militares na época que dois criminosos chegaram em uma moto, por volta das 10h30, mandaram os funcionários saírem, levaram a vítima até os fundos do estabelecimento e a assassinaram com um tiro na nuca, fugindo em seguida.

O crime foi investigado pela Operação Off Road, da Polícia Civil. Após a conclusão do inquérito, os investigados foram denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte.

Segundo a polícia, o crime foi motivado por uma disputa pela herança deixada pelos pais de Pollyana e Paloma. Pollyana era filha adotiva.

Os réus chegaram a ser presos durante as investigações, mas respondiam pelo crime em liberdade.

O julgamento foi iniciado em outubro 2025, mas acabou suspenso no último dia após problemas de saúde de um dos jurados. Com isso, o Conselho de Sentença foi dissolvido e a nova sessão do Tribunal do Júri começou na última segunda-feira (27).

Fonte: g1 RN