Uma megaoperação de segurança máxima mobilizou forças estaduais e federais para isolar a comunicação de presos em duas das principais unidades prisionais do RN. A 11ª fase da Operação Mute, realizada entre os dias 19 e 20 de maio, fez um “pente-fino” na Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga (em Nísia Floresta) e na Cadeia Pública de Nova Cruz.
Segundo informações oficiais da Polícia Penal, a varredura terminou sem que nenhum aparelho celular, droga ou material ilícito fosse encontrado nas celas, consolidando o bloqueio contra o crime organizado no estado.
A ação foi coordenada nacionalmente pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), ligada ao Ministério da Justiça, e contou com o apoio crucial da Polícia Penal Federal e do Grupo Penitenciário de Operações com Cães (GPOC).
Durante os dois dias de mobilização, os agentes revistaram minuciosamente celas, pavilhões e realizaram inspeções estruturais. Para garantir que nenhum buraco ou esconderijo passasse despercebido, a polícia utilizou equipamentos tecnológicos de última geração para farejar e detectar aparelhos eletrônicos.
O foco principal da Operação Mute é cortar o cordão umbilical entre os criminosos presos e as ruas, impedindo ordens de assaltos e ataques. De acordo com a Polícia Penal, o RN manteve o histórico de zero celulares apreendidos em todas as 11 edições da operação já realizadas no estado.
Conforme a assessoria do órgão, o resultado é reflexo de investimentos em tecnologia de monitoramento, inteligência penitenciária e capacitação dos policiais operacionais, que tentam manter os presídios do RN blindados contra a entrada de materiais proibidos.
Fonte: Blog Jair Sampaio






