Polícia recaptura terceiro fugitivo da Penitenciária de Alcaçuz; dois seguem foragidos

Três foram recapturados — Foto: Divulgação
Três foram recapturados — Foto: DivulgaçãoPedro Gabriel da Silva e Jefferson Cleyton Lima da Silva fugiram de Alcaçuz no dia 2 de maio e foram recpaturados nos dias 20 e 21 respctivamente — Foto: Seap/DivulgaçãoPresos durante fuga da penitenciária de Alcaçuz — Foto: DivulgaçãoCinco presos fogem da Penitenciária de Alcaçuz na Grande Natal — Foto: Reprodução

A Polícia Militar recapturou na manhã desta quinta-feira (21) o terceiro fugitivo da Penitenciária de Alcaçuz. Carlos Soares Alves da Silva foi encontrado no bairro Planalto, na Zona Oeste de Natal.

Carlos estava na fuga de cinco detentos no dia 2 de maio deste mês. Outros dois presos – além dele – já haviam sido recapturados: Pedro Gabriel da Silva, nesta quarta (20), e Jefferson Cleyton Lima da Silva, na manhã desta quinta (21).

Dois permaneciam foragidos até a atualização mais recente desta reportagem:

Carlos Soares Alves da Silva foi recapturado por volta das 12h45 desta quinta-feira (21), no Conjunto Village de Prata.

Equipes do 11º Batalhão da Polícia Militar e guarnições da Força Tática 1 e 2 receberam uma denúncia anônima informando que um foragido da Penitenciária de Alcaçuz estaria escondido na localidade.

Pedro Gabriel da Silva foi recapturado na tarde de quarta-feira. Ele foi encontrado no bairro Felipe Camarão, na Zona Oeste de Natal, onde estava escondido na casa de parentes.

O segundo preso recapturado foi Jefferson Cleyton Lima da Silva. Ele estava escondido em um sítio no município de Japi, localizado a 139 km de Natal.

As duas recapturas foram realizadas por uma força-tarefa da Polícia Penal e da Polícia Militar, com menos de 12h de uma para a outra.

Imagens divulgadas pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) registraram a movimentação dos cinco presos durante a fuga ocorrida na madrugada do dia 2 de maio na Penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal.

Os detentos fugiram entre 0h e 1h do dia 2 de maio, mas a fuga só foi descoberta pela manhã, durante a contagem dos apenados nas celas.

As imagens registradas em câmeras de monitoramento mostraram a movimentação dos cinco presos já do lado de fora do pavilhão 1 da penitenciária. Chovia forte na região no momento da fuga.

Segundo a Seap, eles danificaram a estrutura do sistema de ventilação para fugir da cela, atravessaram um muro interno e, em seguida, usaram uma corda improvisada com lençóis, conhecida como “teresa”, para pular o muro principal, de mais de 5 metros de altura, da penitenciária.

Uma semana antes, dois presos haviam tentado fugir pelo sistema de ventilação da cela no presídio Rogério Coutinho Madruga, que fica ao lado de Alcaçuz. Na ocasião, policiais penais de plantão e da Central de Rádio e Videomonitoramento impediram a fuga.

O secretário de Estado da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte, Helton Edi Xavier, afirmou que a fuga de cinco presos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na Grande Natal, foi uma “surpresa” para o sistema prisional.

Segundo a Seap, a unidade não registrava fugas havia quase cinco anos. O presídio Rogério Madruga Coutinho, que fica ao lado, registrou uma fuga em 2024.

Dois memorandos – de 2 de abril e 20 de março – enviados pela direção da Penitenciária de Alcaçuz pediram à Seap a manutenção de câmeras de monitoramento dos pavilhões 1, onde ocorreu a fuga, e 4.

Segundo o secretário da Seap, Helton Edi Xavier, apesar do problema não há áreas sem cobertura na penitenciária.

“Temos centenas de câmeras. Algumas podem ficar fora do ar, mas não há áreas sem cobertura de imagem. Quando uma falha, há outros ângulos que permitem o monitoramento”, completou.

A presidente do Sindicato de Policiais Penais do RN, Vilma Batista, acredita que o fato das 10 guaritas de Alcaçuz estarem desativadas também pode ter contribuído para não detectar a fuga.

“Os policiais, pelo baixo efetivo que tinha no posto, não tinham condições de visualizações. Também facilitou para essa fuga foram essas guaritas desativadas”, disse.

A Penitenciária de Alcaçuz foi palco da maior rebelião da história do Rio Grande do Norte, em 2017. No total, 26 presos morreram. Quase todos foram decapitados. Outros 56 fugiram. O episódio ficou conhecido como “Massacre de Alcaçuz”.

Criada em 1998, a Penitenciária de Alcaçuz seria a solução para acabar com os problemas gerados pela Penitenciária Central Doutor João Chaves, conhecida por “Caldeirão do Diabo”, na Zona Norte de Natal.

Fonte: g1 RN