Melhorias na infraestrutura viária e a revisão da carga tributária brasileira pautaram o pronunciamento de Nelter Queiroz (PP) na Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (27). O parlamentar direcionou pleitos à bancada federal potiguar e ao Governo do Estado, focando na segurança dos motoristas que transitam entre as regiões Agreste e Seridó, além de manifestar apoio a uma proposta que visa extinguir impostos sobre a propriedade.
O parlamentar solicitou que os deputados federais e senadores do Rio Grande do Norte, juntamente com a governadora Fátima Bezerra (PT), intercedam junto ao Governo Federal e ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para a duplicação de um trecho da BR-226. O foco é a extensão de aproximadamente 16 quilômetros que liga a Reta Tabajara ao município de Bom Jesus.
Segundo Nelter Queiroz, a intervenção é considerada de baixo custo por não exigir grandes obras de arte especiais, como pontes complexas, mas é “justa” e necessária para reduzir o índice de acidentes. “É um trecho que ocasiona muitos acidentes. Fazendo esse trecho da Reta Tabajara a Bom Jesus, já é um grande avanço que, com certeza, vai melhorar muito a situação da BR-226”, justificou, ressaltando que a obra beneficiará o fluxo para cidades-polo como Santa Cruz, Currais Novos e Caicó.
Em um segundo momento de sua fala, o deputado repercutiu uma iniciativa legislativa federal que propõe o fim do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2024, de autoria do deputado federal Marcos Pollon, busca extinguir a cobrança desses tributos sob o argumento de que a propriedade privada não deve ser tributada perpetuamente.
Para o integrante do Poder Legislativo potiguar, a atual carga tributária transformou a posse de bens em um ônus excessivo para o cidadão. “O IPVA transformou-se em um aluguel ao Governo do Estado. O carro é quitado, mas não é mais seu, porque o imposto é tão caro que você está pagando um aluguel”, criticou. Ele estendeu o raciocínio ao IPTU, alertando para o risco de perda de moradias em processos de execução fiscal movidos pelas prefeituras devido à inadimplência de taxas que considerou “exageradas”.






