Referência para a cultura popular, Santanna diz que trabalho de João Gomes ‘lava a alma do povo nordestino’

Santanna, O Cantador, fala sobre vida e carreira no Dedinho de Prosa, do JPB1, na TV Cabo Branco — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
Santanna, O Cantador, fala sobre vida e carreira no Dedinho de Prosa, do JPB1, na TV Cabo Branco — Foto: Reprodução/TV Cabo BrancoSantanna, o Cantador, se emociona em apresentação — Foto: Reprodução

Um dos grandes nomes da cultura popular nordestina, Santanna, O Cantador, se emocionou ao falar sobre a relação com a Paraíba e afirmou que o cantor João Gomes veio para “lavar a alma do povo nordestino” em entrevista ao quadro Dedinho de Prosa, da TV Cabo Branco, neste sábado (20).

O artista, que é natural de Juazeiro do Norte, no Ceará, e foi revelado por Luiz Gonzaga, relatou a admiração que possui pelo cantor João Gomes, que desponta como um dos principais nomes do forró na atualidade. Para Santanna, o trabalho de João “é um prêmio” para o Nordeste.

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Conhecido por ser um dos grandes representantes da cultura popular, Santanna era gerente de agência bancária antes de entrar para o mundo da arte profissionalmente. Ele conta que Luiz Gonzaga chegou a dizer que ele “estava na profissão errada”, mas o aconselhou a seguir no emprego formal por conta da instabilidade do mundo artístico. Santanna diz que “teimou” e se tornou músico profissional.

Para iniciar a carreira, O Cantador se inspirou no nome da bisavó, que era conhecida como Santanna, e se comprometeu a escrever e interpretar músicas que enalteçam as mulheres. Até hoje, Santanna afirma que possui um repertório “80% provido do feminino”, escolhido junto com a esposa, Laelma.

Santanna nutre uma relação direta com a Paraíba e com a cultura paraibana. Amigo pessoal de paraibanos como Ton Oliveira, Flávio José, Santanna sempre se emociona ao cantar a música “Paraíba Joia Rara”, que se tornou um dos hinos da música nordestina.

Apesar de sempre apresentar performances emocionantes da canção, Santanna relatou que não pretende gravá-la, justamente por não ter como reproduzir a emoção genuína. Ele também falou que ouviu a canção pela primeira vez quando estava viajando e precisou parar o carro para tentar parar de chorar.

A voz e a obra de Santanna são sinônimos de pertencimento nordestino. Ele também falou sobre a responsabilidade de representar a cultura popular.

Fonte: g1 PB