Filha que recebeu medula da mãe deixa hospital após quase sete meses de tratamento em Natal; veja vídeo

Profissionais se emocionaram na alta de Sabrina — Foto: Cedida
Profissionais se emocionaram na alta de Sabrina — Foto: CedidaMãe se ajoelhou em agradecimento à equipe médica — Foto: Cedida

Sob aplausos e muita emoção, Sabrina Duarte, de 24 anos, deixou o Hospital Rio Grande, em Natal, na sexta-feira (10), após quase sete meses de internação. Ela recebeu um transplante de medula óssea da própria mãe, Dayane Duarte, e enfrentou um longo tratamento.

Um vídeo gravado no momento da alta mostra profissionais de saúde formando um corredor para homenagear mãe e filha (veja abaixo).

Enquanto as duas passam, médicos, enfermeiros e outros funcionários cantam e aplaudem. Emocionada, Dayane chega a se ajoelhar para agradecer pela recuperação da filha.

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A história de Sabrina ganhou repercussão em fevereiro, quando a mãe, vereadora do município de Arara (PB), doou parte da própria medula óssea para o transplante realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em Natal.

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A família chegou à capital potiguar em dezembro de 2025 para iniciar o tratamento. A captação da medula de Dayane aconteceu em 18 de fevereiro, e o transplante ocorreu no dia seguinte.

Desde então, Sabrina enfrentou um longo período de recuperação. Durante a internação, precisou ser intubada duas vezes e permaneceu sob cuidados intensivos até apresentar melhora clínica.

Após receber alta hospitalar, mãe e filha ainda permanecerão alguns dias em Natal para acompanhamento médico. Se a recuperação continuar evoluindo como esperado, a previsão é de que retornem para casa, na Paraíba, nos próximos dias.

Para se cadastrar como doador, é necessário ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e procurar um hemocentro. No Brasil, o cadastro é feito por meio do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea, coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer.

O processo é simples: é coletada uma pequena amostra de sangue para análise de compatibilidade genética (HLA), e os dados ficam armazenados em um banco nacional e internacional.

Caso surja um paciente compatível, o doador é convocado para exames complementares e, confirmada a compatibilidade, realiza a doação.

A doação pode ocorrer de duas formas:

A chance de encontrar um doador totalmente compatível pode ser de uma em cada 100 mil pessoas. Por isso, ampliar o número de voluntários cadastrados é fundamental para salvar vidas.

Fonte: g1 RN