Projeto Cães Solidários realiza visitas de animais em unidades hospitalares de João Pessoa: “Tudo se resume à empatia”, diz estudante

Projeto de extensão
Projeto de extensão "Cães Solidários" — Foto: Reprodução "Cães Solidários".

O projeto “Terapia Assistida por Animais (TAA): Cães Solidários” é uma iniciativa do Centro de Ciências Médicas (CCM), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que busca humanizar a experiência hospitalar por meio da interação com animais.

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Os encontros acontecem aproximadamente quatro vezes ao mês, nos domingos. Durante o momento, cães terapeutas realizam visitas nos setores de clínica médica e pediatria do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW) e do Hospital da Unimed João Pessoa.

O projeto reúne professores, estudantes, voluntários e tutores dos cães. Para a estudante e extensionista Allana Maria Lopes, a iniciativa mostra como o atendimento humanizado pode fazer diferença no ambiente hospitalar.

Esse projeto me permite ver de perto o impacto positivo que as terapias não medicamentosas podem ter na vida das pessoas. Como futura enfermeira, isso me ajuda a compreender melhor a importância do cuidado humanizado e de olhar para o paciente além da doença. De certa forma, acaba sendo uma terapia para quem participa também”, contou.

Os momentos fogem do rotineiro e causam fortes impressões em pacientes e estudantes, que acabam unidos pela ação. Segundo outra participante, Maria Clara Paranhos, um dos momentos mais marcantes ao longo da sua contribuição no projeto aconteceu durante uma ação para o período natalino em uma ala de pediatria.

Para Clara, além de profissionais, as experiências são marcos pessoais. A estudante já passou por períodos de internação, e enxerga o projeto como uma forma de facilitar a rotina de pacientes.

Além dos pacientes, o projeto também beneficia familiares e acompanhantes, que muitas vezes enfrentam o desgaste emocional durante a internação.

“O projeto me mostrou a importância de olhar para os cuidadores e reconhecer suas necessidades, considerando tanto sua saúde mental quanto sua saúde física. Em uma das visitas, uma mãe conversava alegremente com o filho, mas, quando ele se virou, ela olhou para nós e começou a chorar. Essa situação me fez refletir que, muitas vezes, toda a atenção é direcionada ao paciente, enquanto o sofrimento de quem acompanha e cuida de uma pessoa querida pode passar despercebido”, relatou Allany Maria de Souza.

O “Cães Solidários” atua desde 2018 e atende mensalmente, aproximadamente 500 pessoas. Do ponto de vista de Maria Eduarda Delfino, que acompanha a familiar, Heloísa Holanda Alves, o projeto pode não mudar o quadro clínico dos pacientes de forma definitiva, mas ajuda a tornar a internação mais acolhedora.

Fonte: g1 PB