Fonte: G1 SP.
Os advogados de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, entraram com um pedido de exceção de suspeição do desembargador federal Paulo Espírito Santo, que votou pela volta da ex-primeira-dama à prisão.
Segundo a defesa, ele teria abordado questões pessoais e familiares da ré, o que configuraria pré-julgamento e violaria o princípio da imparcialidade.
Mas o Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro (TRF-RJ) negou a solicitação e aceitou a alegação do Ministério Público Federal, que afirma que a exceção de suspeição é aplicável aos casos onde a atuação de magistrados não seja justa e viole princípios constitucionais do processo penal.
Em nota, segundo informações do portal G1, a procuradora regional da República, Mônica de Ré, disse que “além das manifestações orais do desembargador no momento de proferir seu voto, a defesa não apontou nenhum outro fato que justifique a suspeição, não configurando as hipóteses previstas na lei”.
Com a decisão, o recurso do MPF pedindo a volta de Adriana para a prisão prosseguirá normalmente até ser julgado.
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