O advogado Bernardo Fenelon se retirou da defesa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. Cid está preso desde maio por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio e venda de joias recebidas pela Presidência, bem como na suposta adulteração de certificados de vacina.
Fenelon é o segundo advogado a deixar a defesa de Cid, após Rodrigo Roca. Cid, filho do general Mauro Lourena Cid, é alvo de investigação por supostamente vender joias de Bolsonaro durante viagens presidenciais. A PF investiga a transferência de recursos dessas vendas para Bolsonaro em dinheiro vivo. A PF também solicitou a quebra de sigilo fiscal e bancário de Bolsonaro e sua esposa, Michelle.
A investigação revelou conversas sobre restrições à venda de bens no exterior e uma operação de resgate sigilosa para recuperar joias dadas pela Arábia Saudita, tentando ocultar a tentativa de venda.
A PF alega que as ações tinham como objetivo enriquecer ilicitamente Bolsonaro e foram posteriormente recuperadas para serem devolvidas ao Estado brasileiro. As joias, incluindo um kit “ouro branco” e um relógio Rolex, foram presentes recebidos por Bolsonaro durante uma viagem oficial à Arábia Saudita em 2019.






