Até o momento, o Senado continua alocando recursos para o envio de telegramas aos clientes

Planalto do Senado Federal. Foto — © Roque de Sá / Agência Brasil.

O Senado brasileiro ainda mantém verba para envio de telegramas pelos parlamentares aos seus ouvintes, apesar de esta forma de comunicação estar em desuso desde a popularização de meios eletrônicos. Oito senadores utilizaram a verba em 2022, sendo que dois o fizeram em janeiro. O envio de telegramas pelos senadores tem gerado controle, já que se trata de uma forma de comunicação antiga e dispendiosa, cuja justificativa para sua manutenção não é clara.

O serviço de telegrama pode ser obtido pelos Correios, com valores a partir de R$ 9,76. Além da palavra para telegramas, os congressistas têm à disposição outras cotas para diversos gastos, que, somados aos salários, representam o custo mensal de mais de R$ 200 mil por parlamentar.

No final de 2021, foi aprovada a subida escalonada do salário dos congressistas, além do reajuste de todas as outras verbas relacionadas ao mandatário, o que gerou controvérsia. Procurados pela imprensa, tanto o Senado quanto os presidentes da Câmara e do Senado não se manifestaram sobre o assunto.