O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem articulado nos bastidores uma estratégia para conquistar a maioria no Congresso Nacional em 2027, com foco especial no Senado. A meta é criar um “poder paralelo” capaz de confrontar o Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo que a presidência da República seja ocupada por um aliado. Bolsonaro tem declarado que, com o controle das duas Casas, poderá influenciar diretamente o destino político do país, escolhendo presidentes da Câmara, do Senado, das principais comissões e até interferindo em nomeações de cargos estratégicos, como o do Banco Central.
Durante ato recente na avenida Paulista, o ex-presidente afirmou que essa maioria legislativa teria mais poder que o próprio Executivo. A prioridade de Bolsonaro é eleger senadores alinhados ao seu projeto, principalmente aqueles dispostos a apoiar investidas contra ministros do STF, como Alexandre de Moraes.
Aliados estimam que o PL possa eleger até 22 senadores, podendo ampliar esse número para 50 com o apoio de partidos como PP, Republicanos e União Brasil. O nome do senador Rogério Marinho (PL-RN) é citado para disputar a presidência do Senado. Paralelamente, Bolsonaro também mira garantir cadeiras no Senado para membros de sua família, incluindo Michelle Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro.
Mesmo com possíveis nomes bolsonaristas para disputar a Presidência em 2026 — como Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Ratinho Jr —, Bolsonaro demonstra preferência por manter o controle legislativo, vendo o Senado como peça-chave para garantir anistias e enfrentar o STF, independentemente de quem ocupe o Palácio do Planalto.






