A paraibana Mônica Maria da Silva, de 36 anos, está desaparecida em Barcelona, na Espanha, há 49 dias. Natural de Pedras de Fogo, ela vive no país europeu há cerca de dois anos e o último contato com a família aconteceu em 4 de julho, durante uma chamada de vídeo.
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Desde então, familiares tentam descobrir onde Mônica está. A filha dela, de seis anos, vive no Brasil sob os cuidados de familiares e também deixou de ter contato com a mãe.
O g1 reuniu as informações divulgadas pela família, pelas autoridades e por uma brasileira que vive em Barcelona e decidiu ajudar nas buscas para explicar o que já se sabe sobre o desaparecimento de Mônica.
Mônica Maria da Silva tem 36 anos, é natural de Pedras de Fogo, na Paraíba, e trabalha como cabeleireira. Ela vive na Espanha há cerca de dois anos e se apresenta, em seu perfil profissional no Instagram, como especialista em alisamento capilar.
Mônica tem uma filha de seis anos, que mora em Pedras de Fogo sob os cuidados da irmã dela, Cristina Silva. Segundo a família, a menina esteve com a mãe no Brasil em outubro de 2024, quando tinha quatro anos. Depois, ficou no país, enquanto Mônica retornou para a Espanha.
A paraibana foi para a Espanha pela primeira vez em 2021. Depois de passar um período no Brasil, voltou ao país europeu em 2024, segundo a irmã.
O último contato de Mônica Maria da Silva com a família aconteceu no dia 4 de julho, por meio de uma chamada de vídeo, segundo a irmã dela, Cristina Silva.,
Após alguns dias sem notícias, Cristina passou a procurar amigas da irmã que vivem na Espanha para tentar descobrir informações sobre Mônica.
Durante o contato com amigas da irmã que vivem na Espanha, Cristina recebeu informações de que Mônica mantinha um relacionamento conturbado.
A família não sabe o nome do homem com quem Mônica se relacionava. Segundo os relatos recebidos, ele é da República Dominicana, também é imigrante na Espanha e tem dois filhos.
Durante as buscas, Cristina também conseguiu identificar o endereço onde Mônica morava, próximo à estação de metrô Can Cuiàs, na região de Ciutat Barcelona, perto de Santa Coloma de Gramenet.
Durante as tentativas de localizar Mônica, uma cliente da cabeleireira entrou em contato com Cristina e informou que havia conversado com a paraibana. Ela enviou à família fotos, vídeos e mensagens que teria recebido de Mônica.
Segundo Cristina, em uma das mensagens, enviada em abril, Mônica pediu que a cliente guardasse o material porque tinha medo de ficar sem o celular. A família não soube informar por que ela demonstrou esse receio.
Cristina afirmou ainda que, em algumas imagens, Mônica aparece ao lado de um homem que não era conhecido pela família e que seria um possível namorado.
A irmã também relatou ter recebido fotos nas quais Mônica aparece com as unhas machucadas ou arrancadas. Segundo Cristina, houve ainda informações de que a paraibana teria sido agredida pelo homem.
A família também recebeu a informação de que Mônica teria procurado, em algum momento, o SARA (Servicio de Atención, Recuperación y Acogida), serviço de atendimento e acolhimento para mulheres em situação de violência na Catalunha.
Cristina informou que foi procurada pela Secretaria Executiva da Representação Institucional do Governo da Paraíba em Brasília.
Segundo a mensagem recebida pela irmã, o governo estadual informou que solicitou oficialmente ao Itamaraty informações sobre o caso e busca, por meio da representação diplomática brasileira na Espanha, obter esclarecimentos sobre o desaparecimento.
O governo também informou que está em contato com o secretário de Segurança Pública da Paraíba, que deverá buscar, por meio da Polícia Federal, reforçar a articulação para conseguir informações que possam ajudar nas buscas.
O Itamaraty informou ao g1 que tem conhecimento do caso e está prestando assistência consular à família.
Na última quarta-feira (19), uma brasileira, identificada como Viviane, que mora em Barcelona decidiu ajudar nas buscas depois de tomar conhecimento do caso em um grupo de mensagens formado por brasileiros que haviam trabalhado juntos.
Viviane entrou em contato com a irmã de Mônicae foi até uma delegacia para registrar o desaparecimento na Espanha. Segundo ela, os policiais consultaram o sistema e informaram que não havia registro do caso.
Viviane permaneceu cerca de três horas na delegacia e entregou aos policiais o contato de Cristina e as informações que tinha sobre Mônica. “Realmente não tinha. A polícia não tinha conhecimento nenhum”, afirmou.
Ela também se colocou à disposição para ajudar a família com traduções ou acompanhar eventuais procedimentos.
Durante o atendimento na delegacia, Viviane recebeu a informação de que Mônica havia sido abordada por policiais no dia 29 de julho, na estação de trem de Sants, em Barcelona.
Segundo Viviane, os agentes pediram os documentos da paraibana e não encontraram nenhuma irregularidade.
Viviane disse que não foi informada sobre o motivo da abordagem. Segundo ela, os policiais também informaram que não havia nenhuma irregularidade relacionada à identificação de Mônica no sistema.
Até a última atualização desta reportagem, não há informações sobre onde Mônica está.
Fonte: g1 PB










