A paraibana Mônica Maria da Silva, de 36 anos, foi localizada pela polícia espanhola após 51 dias sem contato com a família. Segundo os familiares, ela perdeu o contato com parentes em 4 de julho e foi localizada pelas autoridades espanholas na segunda-feira (24). A confirmação de que Mônica havia sido encontrada foi recebida pela irmã, Cristina Silva, nesta quinta-feira (27).
De acordo com um comunicado enviado à família, ao qual o g1 teve acesso, Mônica informou às autoridades que está bem e que não deseja que o local onde está seja informado aos parentes.
A irmã dela, Cristina Silva, afirma, porém, que ainda tem dúvidas sobre as circunstâncias em que Mônica foi encontrada. Segundo Cristina, tanto a polícia espanhola quanto o Consulado-Geral do Brasil em Barcelona informaram que a paraibana não queria ser localizada pela família.
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O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Barcelona, “tem conhecimento do caso e presta a assistência consular devida”.
Cristina diz não concordar com a decisão atribuída à irmã e afirma que tentou obter mais informações sobre o estado de Mônica.
Segundo ela, a família chegou a pedir auxílio para conseguir uma prova de vida, mas não conseguiu.
A irmã também afirma que gostaria de ter acesso a registros que pudessem confirmar as condições em que Mônica foi localizada.
Mônica tem 36 anos, é cabeleireira e tem uma filha de seis anos, que mora em Pedras de Fogo, na Paraíba, com a irmã dela, Cristina.
De acordo com Cristina, o último contato com Mônica aconteceu no dia 4 de julho, por chamada de vídeo. Após alguns dias sem notícias, a família passou a procurar amigas da paraibana que vivem na Espanha.
Segundo a irmã de Mônica, ela teria ido para a Espanha pela primeira vez em 2021. Depois de passar um período no Brasil, retornou ao país europeu em 2024. Em outubro daquele ano, segundo a irmã, ela esteve novamente no Brasil, acompanhada da filha, que tinha quatro anos na época. A criança ficou com a avó, e Mônica retornou à Espanha.
A família conseguiu identificar o endereço onde Mônica mora, próximo à estação de metrô Can Cuiàs, na região de Ciutat Barcelona, perto de Santa Coloma de Gramenet.
Durante as tentativas de localizar Mônica, uma cliente da cabeleireira entrou em contato com a família. Segundo Cristina, a mulher afirmou ter conversado com Mônica e enviou fotos, vídeos e mensagens que havia recebido dela.
De acordo com a irmã, em uma das mensagens, enviada em abril, Mônica teria pedido à cliente que guardasse o material porque temia ficar sem o celular. A família não soube informar o motivo pelo qual Mônica teria manifestado esse receio.
Cristina afirma que, em algumas das imagens, Mônica aparece ao lado de um homem que não era conhecido pela família e que seria um possível namorado. A irmã também relata ter recebido fotos nas quais Mônica aparece com as unhas machucadas ou arrancadas, além de informações de que ela teria sido agredida pelo homem.
Não há, até o momento, confirmação das autoridades espanholas sobre essas acusações.
Outro ponto que causa preocupação à família é o fato de, segundo Cristina, documentos, roupas e medicamentos de Mônica permanecerem na residência do ex-companheiro.
Cristina afirma que, diante dessas circunstâncias, não consegue considerar encerradas as dúvidas sobre o paradeiro e as condições da irmã.
Apesar de a localização de Mônica ter sido confirmada pelas autoridades espanholas, Cristina afirma que não se sente capaz de continuar tentando obter novas informações. A irmã disse ao g1 que decidiu interromper as buscas por conta própria.
Depois de conversar com Cristina, Viviane orientou a família sobre a necessidade de comunicar o desaparecimento às autoridades espanholas. Como não havia ninguém da família em Barcelona para fazer o procedimento, ela decidiu ir pessoalmente até uma delegacia.
Viviane ficou cerca de três horas na delegacia, aguardando atendimento. Segundo ela, durante o procedimento, os policiais verificaram o sistema e informaram que não havia registro relacionado ao desaparecimento de Mônica. “Realmente não tinha. A polícia não tinha conhecimento nenhum”, afirmou.
Ela entregou aos policiais o contato de Cristina e as informações que tinha sobre Mônica. Viviane também se colocou à disposição para ajudar com traduções ou acompanhar a família em eventuais procedimentos.
*Sob supervisão de Erickson Nogueira
Fonte: g1 PB










