Não há vaidade pessoal na possível candidatura do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, ao governo do Rio Grande do Norte em 2026. O movimento, ventilado com cada vez mais frequência nos bastidores políticos do estado, é antes de tudo uma questão de legitimidade — e não de ego. Álvaro encerrou sua gestão à frente da capital potiguar com altos índices de aprovação e um legado administrativo reconhecido, o que o credencia naturalmente para disputar cargos maiores.
Ao contrário do que insinuam alguns adversários do próprio campo da direita potiguar, Álvaro não busca protagonismo por vaidade ou por personalismo. Ele deixou a prefeitura, mas com força política consolidada, especialmente após comandar dois mandatos considerados bem-sucedidos em Natal. O desejo de seguir contribuindo com o estado por meio de uma candidatura ao governo não é capricho, é consequência lógica de sua trajetória.
Se há vaidade no cenário atual, talvez ela venha de outras figuras do mesmo projeto político. O senador Rogério Marinho, por exemplo, tem mais seis anos de mandato no Congresso Nacional, e o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, ainda terá tempo para cumprir. Nenhum dos dois está, portanto, pressionado pela falta de espaço político ou pela ausência de cargo, ao contrário de Álvaro, que hoje está fora de mandatos eletivos.
A discussão sobre quem deve encabeçar o projeto da direita em 2026 não pode ser guiada por ciúmes ou disputa. O que deve prevalecer é o entendimento político, o diálogo e a estratégia. Álvaro Dias tem história, capital político e experiência administrativa suficientes para ser colocado no centro desse debate.
Portanto, sua pré-candidatura ao governo é legítima — e, ao contrário do que se especula nos bastidores, absolutamente desprovida de vaidade.






