Um ano após a morte de Antônio Barros, a cantora e compositora Mary Maciel Ribeiro, conhecida pelo Brasil como Cecéu, falou sobre o luto, a saudade e o esforço diário de seguir em frente sem o companheiro que esteve ao seu lado por mais de cinco décadas. A entrevista foi exibida no quadro Dedinho de Prosa, da TV Cabo Branco.
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Natural de Campina Grande, Cecéu construiu com Antônio Barros uma parceria que atravessou a vida pessoal e a música. Juntos, compuseram mais de 700 canções ao longo de 54 anos de parceria. Obras como “Bate Coração”, “Procurando Tu”, “Homem com H” e “Amor com Café” tornaram-se referências do forró brasileiro, gravadas por nomes como Elba Ramalho, Luiz Gonzaga e Alcione. Em 2021, a obra da dupla foi reconhecida como Patrimônio Imaterial da Paraíba..
Ao falar sobre a ausência do marido, que morreu em 6 de abril de 2025, aos 95 anos, Cecéu descreveu o impacto de perder alguém com quem dividia o cotidiano e o processo criativo.
Durante a conversa, Cecéu voltou à infância e relembrou que a música sempre esteve presente, antes mesmo de qualquer plano de carreira.
Essas lembranças, segundo ela, ajudam a explicar por que a música segue sendo um apoio no período de luto.
Ao falar sobre o encontro que virou vida em comum, Cecéu explicou que conheceu Antônio Barros por meio da irmã dele, que era sua vizinha e costureira. Antônio havia retornado do Rio de Janeiro para passar um período em Campina Grande, depois de enfrentar dificuldades pessoais. Um convite simples marcou o início da relação.
A parceria musical ganhou força quando a dupla cruzou com Elba Ramalho em um clube durante um São João. Na ocasião, os três cantaram juntos e, na hora da despedida, Antônio pediu à cantora que gravasse uma música deles. Ela aceitou e escolheu “Bate Coração”, que se tornou um dos grandes sucessos da música nordestina.
Ao longo dos anos, Cecéu lembrou que a dupla acumulou gravações com uma lista extensa de artistas: Alcione, MPB 4, Ney Matogrosso, Trio Nordestino, Três do Nordeste, Marinês, Luiz Gonzaga e Ivete Sangalo, entre outros.
Entre lembranças e pausas, Cecéu deixou claro que seguir em frente, segundo ela, tem sido um exercício diário, feito de memória, música e continuidade.
Fonte: g1 PB






