Mesmo sem poder ver o eclipse solar total que escurece o céu nesta quarta-feira (12), os potiguares terão uma “agenda cósmica” movimentada entre a noite desta quarta e a manhã de quinta-feira (13) com a visão de uma chuva de meteoros e o alinhamento de seis planetas.
É importante reforçar que não é apenas o Rio Grande do Norte que não terá visão do eclipse solar, mas todo o Brasil. O fenômeno será percebido em sua totalidade onde o Sol será completamente encoberto: na Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, Espanha e uma pequena área de Portugal (entenda melhor mais abaixo).
Apesar da “ausência” do eclipse, a madrugada reserva atrações a olho nu para quem olhar para o céu.
O primeiro evento é a chuva de meteoros Perseidas, que acontece anualmente em agosto devido ao movimento de translação da Terra ao redor do Sol.
“Acontece quando a Terra, em sua órbita ao redor do Sol, atravessa a cauda do cometa Swift, que é um cometa que já está desaparecendo, mas que a cauda está presente”, explicou José Dias do Nascimento, astrônomo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Segundo o professor, entre a noite desta quarta e a manhã de quinta (13) haverá alguns eventos desse tipo, com o pico previsto para ocorrer entre 2h e 5h.
Além dos meteoros, há a previsão ainda do alinhamento de seis planetas no horizonte, com alguns deles também visíveis a olho nu.
“Nós temos planetas que vão ser mais facilmente visíveis, um deles é um velho conhecido nosso do mês de agosto, que é Vênus“, disse o professor José Dias do Nascimento, que explicou que ele deve ficar visível após o pôr do sol.
O professor cita que, por exemplo, ao olhar para o céu das margens do Rio Potengi ou da Ribeira será possívelver um “objeto muito brilhante”.
“É Vênus, que, apesar de ser um planeta, é conhecido como Estrela d’Alva”, reforçou.
Os outros planetas que fazem parte do alinhamento são Saturno, Júpiter, Urano, Netuno e Mercúrio. Mas nem todos poderão ser vistos a olho nu.
Saturno, Marte e Júpiter devem ser visíveis no amanhecer da quinta.
“Quem conseguir ver Vênus no início da noite e quiser esperar até o início do dia seguinte, pra ver os outros planetas mais brilhantes na linha do horizonte, vai ser também um grande espetáculo”, reforçou.
Já o eclipse solar que será visível para parte do mundo nesta quarta não poderá ser visto no RN nem mesmo com o auxílio de telescópios. A ausência do fenômeno no RN e no Brasil é uma questão puramente geográfica.
“As zonas geográficas dependem exatamente de onde a sombra é projetada na Terra. Nesse caso, a sombra só é vista praticamente no hemisfério norte”, explicou o professor José Dias do Nascimento.
“Temos ainda uma sombra parcial, que é um pouquinho mais aberta, mas o Brasil está fora de todas as duas possibilidades. Nem com equipamentos [dará pra ver]. Na verdade, a zona de escurecimento é muito precisa. Então, não se trata, na verdade, de estar observando o lugar certo, tem que estar na sombra”, completou.
🌑🌒🌓 ENTENDA: Um eclipse solar ocorre quando a Lua se posiciona entre o Sol e a Terra de uma maneira que ela acaba lançando uma sombra sobre a Terra. Quando a Lua bloqueia toda a luz do Sol, temos o chamado eclipse solar total – como o que acontecerá na Europa.
Para quem está na expectativa de ver um eclipse diretamente do RN, a espera não será longa, segundo o astrônomo. Isso porque está previsto para o dia 28 de agosto um eclipse lunar parcial que poderá ser visto do estado. Ao contrário do evento solar, no eclipse lunar é a sombra da própria Terra que encobre a Lua.
Fonte: g1 RN










