Exames não identificam sinais de violência em idosa morta após desaparecer na Grande João Pessoa, diz IML

Idosa encontrada morta pode ter chegado com vida em área de mata, na Grande João Pessoa, diz perícia — Foto: Flávio Fernandes/TV Cabo Branco
Idosa encontrada morta pode ter chegado com vida em área de mata, na Grande João Pessoa, diz perícia — Foto: Flávio Fernandes/TV Cabo BrancoWillis Cosmo foi a última pessoa com quem idosa esteve antes de desaparecer — Foto: Reprodução/TV Cabo BrancoIdosa desaparece após acompanhar amigo em consulta médica, em João Pessoa — Foto: ReproduçãoPolícia realiza perícia em casa e no carro de amigo de idosa desaparecida na Grande João Pessoa — Foto: Diogo Pinheiro/TV Cabo Branco

Exames do Instituto Médico Legal (IML) de João Pessoa não identificaram sinais de violência no corpo da idosa Milce Daniel, que foi encontrada morta em uma área de mata em Bayeux na semana passada. A informação foi confirmada pelo diretor do órgão, Flávio Fabres, ao g1.

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De acordo com o diretor, exames também deram negativo para violência sexual e para algum tipo de substância tóxica que poderia ter causado a morte. No entanto, exames para apontar a causa da morte ainda estão em execução e tem prazo legal de 10 dias, o que ainda pode ser prorrogado.

Sobre os exames que deram negativo para violência sexual e algum tipo de substância tóxica, o diretor também afirmou que esses exames ajudam na investigação da Polícia Civil, mas ao mesmo tempo não descartam totalmente algum tipo de abuso que a idosa tenha sofrido.

Além disso, o chefe do IML também ressaltou que na cena onde a idosa foi encontrada em uma área de mata não teve “nenhuma alteração maior que chamasse a atenação” e pudsse indicar algum tipo de modificação no local.

O IML informou que aguarda o exame de DNA pesquisado durante uma perícia no carro de Willis Cosmo, última pessoa que viu a idosa quando ambos saíram para uma consulta no Hospital Metropolitano, em João Pessoa.

Milce Daniel Pereira, a idosa encontrada morta em uma área de mata após sete dias desaparecida em Bayeux, na Grande João Pessoa, pode ter chegado com vida no local, de acordo com Aldenir Lins, perito do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB) que esteve no recolhimento do corpo no dia 29 de abril.

O amigo da idosa, Willis Cosmo, que foi conduzido para a delegacia, foi liberado após prestar esclarecimentos momentos depois do corpo ter sido encontrado na semana passada. Até o momento, ele não é considerado suspeito pela Polícia Civil.

O perito também ressaltou que uma peça íntima da idosa foi encontrada próxima ao corpo dela. No entanto, ele afirmou que também não é possível relacionar essa cena com algum tipo de abuso sexual e que um exame para saber se isso aconteceu também foi solicitado.

De acordo com o delegado Douglas García, Willis Cosmo, amigo da vítima, foi liberado após ser ouvido durante a tarde desta quarta-feira do dia 29 de abril. Ele não é considerado suspeito no caso. O depoimento do homem foi colhido porque ele foi a última pessoa conhecida que viu a idosa antes do desaparecimento. O delegado ainda ressaltou que exames periciais ainda serão realizados, para dar prosseguimento ao inquérito.

De acordo com Douglas García, devido à repercussão do caso, quando Willis Cosmo é convocado para prestar depoimento à polícia, agentes são enviados para buscar e levar ele, com o objetivo de prevenir algum tipo de retaliação popular.

O homem foi ouvido após o corpo de Milce ser encontrado. Policiais foram na residência dele, em Bayeux, e o conduziram para prestar novos esclarecimentos.

Antes do corpo ser encontrado, a Polícia Civil apontou divergências em depoimentos anteriores do idoso, antes dele ser conduzido para a delegacia, para prestar esclarecimentos. A informação foi dada pelo delegado do caso, Douglas García, em entrevista para a TV Cabo Branco.

Segundo o investigador, as divergências estão relacionadas aos horários apontados pelo homem no que diz respeito a saída deles de um hospital, na última em 22 de abril, e a ida para uma região de mata colher mangas.

O delegado disse também que, em 28 de abril, o trajeto foi refeito com o amigo da idosa, da saída do hospital até a área de mata. O percurso foi cronometrado pelas autoridades e foi dito que “não seria possível, em hipótese nenhuma, chegar no horário dito pelo homem”.

Milce Daniel Pessoa estava desparecida desde a manhã do dia 22 de abril após acompanhar Willis em uma consulta médica. O genro da idosa fez o reconhecimento do corpo e informou à TV Cabo Branco que, apesar do estado avançado de decomposição, características do cadáver batem com a mulher desaparecida, como a roupa, cor das unhas e maçãs do rosto.

Buscas foram realizadas em uma região de mata e contaram também com apoio do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e também de cães farejadores.

A idosa identificada como Milce Daniel Pessoa, de 72 anos, desapareceu após acompanhar um amigo e vizinho em uma consulta médica no Hospital Metropolitano, entre as cidades de Santa Rita e Bayeux, na Grande João Pessoa. O desaparecimento aconteceu no dia 22 de abril pela manhã.

A filha contou que o homem disse que ambos foram para aquela região para pegar manga, pois a idosa teria argumentado que estava com fome e queria comer a fruta. Porém, ao se abaixar no processo de retirada da manga da árvore, o homem não visualizou mais a idosa.

Um boletim de ocorrência foi realizado na Polícia Civil, que investiga o caso desde então. O Corpo de Bombeiros chegou a realizar uma busca na área em que a idosa desapareceu, no dia 24 de abril, mas não tinha encontrado até então.

No dia 27 de abril, durante uma perícia, foram encontrados dentro do carro do homem, fios de cabelo e também o que aparenta ser um pedaço de tecido na mesma cor do vestido que a idosa usava quando desapareceu, durante as perícias realizadas pelo Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB). Esse material foi recolhido para análise. Ainda não se sabe de quem era esse material.

Sobre os fios de cabelo encontrados, a perita explicou que o material vai para análise laboratorial e “serem relacionados ou não” com o caso. A casa do homem também foi periciada.

O delegado Douglas García, responsável pela apuração do desaparecimento, não informou detalhes sobre os motivos pelos quais tanto a casa do homem quanto o carro passam por perícia ou se o homem é considerado suspeito no caso.

Fonte: g1 PB