Gilson do Acordeon foi o grande campeão da 2ª Batalha dos Sanfoneiros do Inter 2. O resultado foi divulgado ao vivo na edição desta quarta-feira (3) do telejornal, que contou com os quatro finalistas reunidos na Casa da Ribeira, em Natal.
Vencedor da batalha, Gilson do Acordeon representava a cidade de Extremoz e a Região Leste potiguar.
Os três votos eram divididos da seguinte forma:
No g1, o voto do público foi para Gilson do Acordeon, de Extremoz, que teve 29% dos votos – ele também ganhou o voto dos jurados. No Instagram, que venceu foi Thaison do Acordeon, com 36%. Assim, Gilson do Acordeon venceu por 2 votos a 1.
Ao todo, mais de 131 mil votos foram computados no g1 somente na final. Durante toda a Batalha dos Sanfoneiros foram 226 mil votos no g1.
Gilson disputou a Batalha dos Sanfoneiros com o solo autoral Sons do Guajiru.
Os jurados disseram que o vencedor foi escolhido no detalhe, mas que fator decisivo para o voto deles teve relação com a execução do instrumento.
“O nível está altíssimo nesse ano, e a gente analisou algumas coisas, como tranquilidade na execução, a própria execução, a questão do que está sendo tocado. Mas muito difícil”, disse o músico Gianinni Alencar.
➡️ A Batalha dos Sanfoneiros teve início neste mês de abril e, a cada semana, uma das quatro regiões do estado (Leste, Agreste, Central e Oeste) foi contemplada. Sanfoneiros de diferentes municípios mostraram o talento, disputando a preferência do público.
Três sanfoneiros de cada região chegaram à semifinal e apenas um foi escolhido para a decisão.
Conheça um pouco da história de cada finalista:
Relembre, abaixo, a história de Gilson na música:
O contato de Gilson com o instrumento vem de uma herança familiar. Seu avô tocava a sanfona e o seu pai também. Diferente deles, porém, Gilson se profissionalizou e vive exclusivamente da música.
O avô João Pedro trabalhava como vaqueiro e atualmente, com mais de 90 anos, mantém contato com a música por meio de outro instrumento: a rabeca. O pai de Gilson, Pedro Neto, também sustentou a família por meio do trabalho em propriedades rurais, mas fez da sanfona um segundo meio de vida.
Gilson começou a tocar com aproximadamente 15 anos e atualmente trabalha com um projeto próprio de trio de pé de serra, além de projetos com Carlos Zens, com a Roda Potiguar de Forró, Sesi Big Band e aulas para adultos e crianças em uma escola de música em Nova Parnamirim.
Além de forró, o artista também atua em apresentações de choro.
Além do pai e do avô, o artista cita outras inspirações musicais. Entre os artistas que marcaram sua formação, estão nomes consagrados da sanfona brasileira, como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Sivuca e Oswaldinho do Acordeon.
Ele também cita representantes da nova geração do instrumento, como Mestrinho e Dorgival Dantas, como referências importantes. “A gente sempre está ouvindo e absorvendo o que eles têm a oferecer com a musicalidade deles”, disse.
Além do forró, Gilson também encontra inspiração na música instrumental e no choro. O sanfoneiro destaca artistas potiguares como Carlos Zens, eJubileu Filho, como influências no desenvolvimento de seu repertório.
“São artistas que estimulam a pessoa a trabalhar esses tipos de repertório, desenvolver e praticar. Eu gosto muito de tocar choro, além do forró”, afirmou.
Fonte: g1 RN






