Em sessão plenária nesta quarta-feira (27), na Assembleia Legislativa, o deputado Hermano Morais (MDB) destacou o potencial econômico do Rio Grande do Norte, fundamentado na diversidade de suas riquezas naturais e no desempenho positivo da balança comercial. O parlamentar baseou seu pronunciamento em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que apontaram um superávit expressivo no mês de abril, impulsionado pelos setores de mineração e fruticultura.
De acordo com o legislador, a extração de ouro em Currais Novos foi o grande destaque do período, gerando uma receita superior a 24 milhões de dólares. Hermano mencionou que a relevância da jazida é tamanha que está previsto o desvio de um trecho de estrada nos próximos meses para viabilizar o aumento da extração, visto que uma grande reserva foi identificada sob o traçado atual.
Além do minério, o integrante da Casa Legislativa celebrou o desempenho da fruticultura irrigada. Ele citou que as exportações de melão alcançaram 4,5 milhões de dólares, seguidas pelo mamão (2,7 milhões) e melancia (2,5 milhões). O minério de tungstênio também figurou entre os itens relevantes da pauta exportadora, com 2,4 milhões de dólares em vendas externas. “O Rio Grande do Norte tem muito potencial a ser desenvolvido e muitas riquezas que estão todos os dias aflorando da nossa terra”, afirmou.
Durante o discurso, Hermano Morais defendeu a necessidade estratégica de atrair investimentos para o beneficiamento industrial das matérias-primas no próprio estado. Para o deputado, a exportação de material bruto limita o potencial de geração de emprego e renda local. Ele ressaltou que o subsolo potiguar abriga minerais estratégicos, como as chamadas “terras raras”, mencionando ocorrências de nióbio, tântalo e urânio em Carnaúba dos Dantas.
Em diálogo com o deputado Francisco do PT, líder do governo na Casa, o orador reforçou que, apesar da extensão territorial limitada, o estado é favorecido por uma natureza generosa que abrange desde a energia eólica e solar até jazidas de ferro em municípios como Tangará e Sítio Novo, que devem iniciar operações em breve. “Precisamos atrair o capital nacional ou estrangeiro para transformar esses recursos no Rio Grande do Norte, revertendo o que eu diria ser uma quase estagnação econômica”, concluiu o parlamentar.






