O governo de Israel e o grupo terrorista Hamas alcançaram um acordo na madrugada de quarta-feira (22), visando estabelecer uma trégua e a libertação de cerca de 50 dos 240 reféns capturados pelo Hamas durante sua incursão em 7 de outubro. O acordo também inclui a libertação de mulheres e menores de idade palestinos por parte de Israel. As negociações foram conduzidas em Doha, no Qatar, mediadas pelo Qatar e pelos Estados Unidos.
O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, buscou apoio do governo para o acordo, realizando reuniões consecutivas com a cúpula de guerra, nomes ligados à segurança nacional e todo o gabinete formado desde o início do conflito. Netanyahu afirmou que a aprovação do acordo era uma decisão difícil, mas correta, e que permitiria a Tel Aviv continuar perseguindo seu objetivo de combater o Hamas.
O retorno dos reféns foi destacado como uma ordem moral e parte da resiliência necessária para vencer a guerra, conforme expressou Benny Gantz, membro do gabinete de guerra em Israel. Antes desse acordo, o Hamas já havia liberado quatro reféns em mediações anteriores conduzidas pelo Qatar.
As tensões em torno das negociações de reféns têm sido um ponto crítico para o governo de Netanyahu, com manifestantes realizando atos frequentes para pressionar por mais esforços na libertação das vítimas. Autoridades israelenses continuaram acusando o Hamas, mesmo durante as negociações, alegando que o maior hospital da Faixa de Gaza, Al-Shifa, serve como centro de operações para o grupo terrorista, uma acusação negada pelo Hamas. As IDF (Forças de Defesa de Israel) afirmaram ter encontrado evidências nesse sentido, mas essas informações não foram verificadas de forma independente.
As operações militares israelenses em Gaza têm sido objeto de críticas internacionais devido à morte de civis, questionando a proporcionalidade dos ataques. O governo israelense, sob pressão, continuou as negociações com as facções em Gaza, mesmo após o grupo armado palestino Jihad Islâmico expressar insatisfação com a metodologia do acordo.






