MPPB ajuíza ação para demolir parte de edifício na orla de Cabo Branco, em João Pessoa

Ação da MPPB contra prédio na orla de João Pessoa — Foto: Reprodução MPPB.
Ação da MPPB contra prédio na orla de João Pessoa — Foto: Reprodução MPPB.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou, nesta segunda-feira (27), uma ação civil pública contra a Construtora Cobran Ltda. e o Município de João Pessoa para cobrar a reparação de danos ambientais, urbanísticos e paisagísticos relacionados ao Edifício Way, construído na orla de Cabo Branco, em João Pessoa. A ação foi proposta pelo promotor de Justiça Francisco Bergson Formiga.

Segundo o MPPB, o edifício foi construído em desacordo com as normas que estabelecem o limite de altura para construções na faixa da orla paraibana. A irregularidade, conforme o órgão, já havia sido apontada durante a análise técnica do projeto por uma arquiteta da administração municipal.

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Mesmo com o alerta, o alvará de construção foi emitido em dezembro de 2019 pela Diretoria de Controle Urbano da Secretaria de Planejamento (Seplan). De acordo com o Ministério Público, a liberação teve como justificativa a existência de outro prédio na região com altura semelhante, mas o argumento não teria respaldo na legislação urbanística.

Ainda segundo o MPPB, durante os cerca de quatro anos de execução da obra, a Prefeitura de João Pessoa não realizou embargo ou notificações para impedir o andamento da construção, que já apresentava irregularidades.

Na ação, a construtora é apontada como responsável direta pelos danos, por ter executado a obra em desacordo com as normas de ocupação do solo. Já o Município de João Pessoa é citado como responsável indireto, devido à aprovação do projeto e à suposta falha na fiscalização.

O MPPB pede que a edificação seja adequada aos limites legais, o que pode incluir a demolição parcial da área excedente. A ação também solicita que a construtora e o município sejam condenados ao pagamento de indenização por danos materiais e morais coletivos, estimada inicialmente em R$ 19,5 milhões.

Além disso, o Ministério Público pede a proibição de novas obras ou ampliações no prédio, a preservação da documentação técnica do empreendimento e a apresentação do cadastro atualizado dos proprietários e ocupantes dos imóveis.

Fonte: g1 PB