“Não resta dúvida: Jair Bolsonaro é perseguido político“, detona jornalista brasiliense

Algoz de Jair Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes acredita que pode exigir explicações de todo mundo, mas acha que não deve explicações a ninguém.

Até hoje, não explicou como a sua mulher advogada conseguiu um contrato de R$ 129 milhões com o suposto banqueiro Daniel Vorcaro, autor da maior fraude ao sistema financeiro nacional.

Alexandre de Moraes quer agora que Jair Bolsonaro explique o vídeo produzido com inteligência artificial que foi exibido na convenção do PL que ungiu Flávio Bolsonaro candidato presidencial.

Bem ao estilo imparcial do ministro, que conquistou juízes em grandes democracias ocidentais, a exigência foi na base do perdeu, Mané.

A saber; se Jair Bolsonaro autorizou o vídeo, ele infringiu a determinação de Alexandre de Moraes de não se manifestar politicamente de forma direta ou indireta e, assim, corre o risco de voltar para o presídio; se não autorizou, foi Flávio Bolsonaro a desrespeitar a ordem do ministro e, ainda por cima, com a eventual produção de “deep fake”, o que é vedado pela legislação em campanha eleitoral. A pena, aqui, pode ser a inelegibilidade.

É tudo espantoso.

O vídeo não foi exibido em propaganda eleitoral, mas em convenção partidária — que, a rigor, não é propaganda eleitoral.

Os participantes da convenção foram avisados de que se tratava de produção feita com inteligência artificial. Não há nada ali de enganador ou de otensivo, características essenciais da “deep fake”.

Ainda que Jair Bolsonaro tivesse autorizado o vídeo, continua completamente fora de propósito proibir que ele pudesse fazê-lo. Pegue-se como exemplo paralelo uma hipotética biografia autorizada do ex-presidente: Alexandre de Moraes proibiria a sua publicação enquanto ele estivesse preso?

Fonte: Blog Jair Sampaio