O Ministro declara que há quatro milhões de indivíduos residindo em regiões de alto risco de desabamento de encostas em todo o território nacional.

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Durante entrevista realizada na tarde de quarta-feira (22), o Ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, informou que existem cerca de 14 mil pontos em todo o país com risco elevado de mortes de terra, onde vivem aproximadamente 4 milhões de pessoas. O ministro também criticou o governo do presidente Jair Bolsonaro pela destinação de um orçamento de apenas R$ 25 milhões para a prevenção de desastres. No entanto, afirmou que haverá recursos suficientes para as ações de resgate e reconstrução nas áreas protegidas pelas fortes chuvas no litoral norte de São Paulo.

Essa declaração foi feita durante as operações de resgate e reconstrução das áreas protegidas pelas fortes chuvas, que já causaram 48 mortes. O ministro mencionou que o problema da ocupação das encostas será enfrentado pelo governo por meio da construção de moradias populares pelo programa Minha Casa Minha Vida, além da recomposição orçamentária do programa PAC Encostas.

Góes destacou a importância do Minha Casa Minha Vida, do programa de R$ 10 bilhões liberados pelo ex-presidente Lula e da orientação dele em priorizar habitações para diminuir o risco de moradia das pessoas. O ministro afirmou que a gestão Bolsonaro havia destinado apenas R$ 25 mil para ações em desastres, mas houve uma recomposição do orçamento com a aprovação da PEC do Bolsa Família.

Segundo o ministro, há aproximadamente R$ 500 milhões disponíveis para as ações e já foram liberados R$ 7 milhões para a defesa civil do município de São Sebastião, o mais atingido pelas chuvas. Os recursos para outras cidades serão liberados à medida que os planos municipais chegarão ao governo federal. Waldez Góes destacou que não faltará orçamento ou recursos financeiros para as ações e que o presidente Lula já autorizou o lançamento de novos recursos, se necessário. Ele acrescentou que o governo federal destacará unidades da Marinha para oferecer auxílio à região atingida pelas chuvas pelo mar.

Antes da entrevista, o ministro participou de uma reunião com o presidente Lula e outros ministros para tratar da resposta à tragédia das chuvas em São Paulo. A reunião contou com a presença dos ministros Rui Costa (Casa Civil), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Paulo Pimenta (Secom), Renan Filho (Transportes), Jader Filho (Cidades) e Gabriel Galípolo, secretário-executivo da Fazenda.