Paciente com câncer realiza sonho de casar dois dias antes de morrer, em João Pessoa

Paciente com câncer realiza sonho de casar dois dias antes de morrer, em João Pessoa — Foto: Divulgação/Hospital Napoleão Laureano
Paciente com câncer realiza sonho de casar dois dias antes de morrer, em João Pessoa — Foto: Divulgação/Hospital Napoleão LaureanoPaciente com câncer realiza sonho de casar dois dias antes de morrer, em João Pessoa — Foto: Divulgação / Hospital Napoleão LaureanoPaciente com câncer realiza sonho de casar dois dias antes de morrer, em João Pessoa — Foto: Divulgação / Hospital Napoleão LaureanoPaciente com câncer realiza sonho de casar dois dias antes de morrer, em João Pessoa — Foto: Divulgação / Hospital Napoleão Laureano

Internada para tratar um câncer avançado, Ana Paula Ribeiro, de 26 anos, oficializou a união com o marido dentro do Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, em uma cerimônia organizada por voluntários e profissionais da unidade. Ela morreu dois dias depois, deixando duas filhas e a lembrança de um momento que mobilizou quem acompanhava o tratamento.

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O casamento foi realizado na sexta-feira (3). Ao lado dela estava Felipe Alves, de 32 anos. Os dois viviam juntos havia oito anos e planejavam oficializar a união quando Ana Paula estivesse recuperada. De acordo com Felipe, o diagnóstico do linfoma ‘não Hodgkin de células T’ foi descoberto após o nascimento da filha mais nova, de apenas três meses, o que mudou os planos da família.

Com a piora do quadro de saúde, o casal decidiu antecipar a cerimônia. Em menos de uma semana, voluntários reuniram vestido de noiva, alianças, música, bolo e organizaram a presença de um pastor para oficializar a união.

Dois dias depois da cerimônia, no domingo (5), Ana Paula morreu no quarto onde estava internada. Segundo Felipe, ela passou os últimos momentos ao lado dele.

A cerimônia foi organizada com apoio de Maria de Lourdes, conhecida com “Bom Te Ver” ou “Lurdinha” há 20 anos. Ela atua como palhaça voluntária em hospitais e eventos. Segundo ela, tudo começou quando entrou na enfermaria da paciente durante uma visita.

A partir desse diálogo, os voluntários iniciaram as buscas pelas condições necessárias para que a paciente realizasse o sonho de casar.

Embora a direção tenha apoiado a ideia, Lurdinha conta que, durante a organização, surgiu a informação de que seria necessário aguardar uma nova avaliação para que o casamento pudesse acontecer.

Com a nova autorização, em poucos dias, chegaram o vestido de noiva, acessórios, alianças e até um violão para acompanhar a celebração.

Para Maria de Lourdes, uma frase dita por Ana Paula durante o casamento resume o motivo de manter o projeto há duas décadas. “Escutar Paulinha dizer ‘estou tão feliz’. Foi pra isso que o projeto foi criado”.

Fonte: g1 PB