Pacientes dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que estão em tratamento de problemas de saúde mental na rede municipal, fizeram um protesto na manhã desta terça-feira (4) em frente ao Palácio Felipe Camarão, prédio onde funciona a prefeitura de Natal, na Cidade Alta.
As principais reivindicações foram:
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que os acolhimentos oferecidos pelo CAPS 3 Leste tem funcionado também no Ambulatório de Prevenção e Tratamento ao Tabagismo, Alcoolismo e Outras Drogas (APTAD), além de na UBS Pirangi, “com toda a equipe especializada na oferta de atendimentos psiquiátricos, acolhimento, atividades em grupos, plantão psicológico e dispensação de medicamentos psicotrópicos”.
Sobre as obras da nova sede, a prefeitura informou que a empresa contratada pela reforma solicitou a anulação do contrato e não dará continuidade aos serviços. A SMS informou que “a pasta irá assumir a continuidade da reforma e ampliação” e que o prazo de conclusão está previsto para o mês de dezembro de 2025.
Sobre as melhorias no CAPS 2 Oeste, a pasta informou que o serviço conta com um médico psiquiatra e dois médicos clínicos com especialização em saúde mental, “que prestam todos os acolhimentos aos usuários atendidos no local”.
A pasta informou que a equipe do Departamento de Infraestrutura Física e Logística realiza visitas periódicas para avaliação e realização de possíveis reparos no local.
Os pacientes que fazem acompanhamento contínuo nos CAPS reclamaram, no protesto em frente à prefeitura, da falta de profissionais e medicamentos, além de problemas estruturais.
“Nós já fomos atrás de secretários de saúde, não fizeram nada. Nós já fizemos protestos no CAPS, não fizeram nada. E deram um ‘cala a boca’ na gente com o clínico geral que botaram lá”, reclamou a paciente Célia Xavier.
Diógenes Matias, que é paciente do Caps Oeste, reclamou da falta de medicamentos na unidade.
A farmacêutica Tatiara Gomes também lembrou que a obra parada no CAPS 2 tem atrapalhado a vida dos pacientes.
“Há quase dois anos os pacientes foram remanejados, muitos sem atendimento, sem continuidade dos seus tratamentos, sem médico”, lamentou.
Segundo ela, a atenção básica também passa por problemas, ficando “sem psicólogos e também não dá esse suporte de psiquiatria, porque através de uma regulação as policlínicas não conseguem atender a essa demanda”.
Katiane Cláudia, que é paciente do CAPS Oeste 2, citou a falta de profissionais nos atendimentos.
“Esse ato é para a gente conseguir mais profissionais para o CAPS Oeste 2, como psiquiatra, psicólogo, oficineiros que está faltando. Está faltando muitos profissionais”, falou.
“Não é brincadeira, não, a gente sai de casa logo cedo, precisando de psiquiatra, A gente quer psiquiatra urgente. Eu, como mãe atípica, exijo do prefeito que ele coloque psiquiatra urgente para nós”, completou.
A SMS também comentou outras reclamações dos pacientes, como uma melhorias no CECO (Centro de Convivência e Cultura). Pacientes reclamaram também de poucos profissionais e escassez de medicamentos.
Em relação ao CECO, segundo a SMS, foi realizada uma solicitação da cessão de um outro prédio para a instalação do serviço. “Como o local não pertence à saúde, a pasta aguarda retorno para adequação do serviço”, informou.
Além disso, a SMS citou que “está nos trâmites para a realização de um concurso público que contemplará diversas especialidades da saúde”.
Fonte: g1 RN






