Saiba quais peixes são mais seguros para evitar intoxicação por ciguatera

Casos de ciguatera disparam no RN — Foto: Brunno Rocha/Inter TV Cabugi
Casos de ciguatera disparam no RN — Foto: Brunno Rocha/Inter TV Cabugi

A Vigilância Sanitária de Natal divulgou uma lista com espécies de peixes consideradas de menor risco para intoxicação por ciguatera.

A orientação foi publicada após o aumento de casos da doença no Rio Grande do Norte, que registrou 141 ocorrências até 11 de junho deste ano, um crescimento de 60,2% em relação a todo o ano de 2025, quando foram contabilizados 88 casos, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

A ciguatera é uma intoxicação causada pela ingestão de peixes contaminados pela ciguatoxina, uma neurotoxina produzida por microalgas marinhas. Segundo a Sesap, a substância é invisível, não altera a cor, o sabor ou o cheiro do pescado e continua ativa mesmo após o cozimento, congelamento ou salga.

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A Sesap orienta evitar o consumo das espécies mais associadas aos casos registrados no estado:

Segundo a Secretaria de Saúde, a bicuda (barracuda) é responsável por 45,13% dos casos confirmados de ciguatera no Rio Grande do Norte.

A Sesap também orienta retirar a cabeça, as vísceras e os ovos dos peixes, partes onde pode haver maior concentração da toxina.

Desde 2022, o Rio Grande do Norte notificou 259 casos de ciguatera, distribuídos em 46 surtos, com dois óbitos registrados. Desse total, 113 casos foram confirmados, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

O levantamento da Sesap mostra que 64% das intoxicações ocorreram após o consumo do pescado em casa, enquanto 36% foram relacionadas a refeições em restaurantes ou outros estabelecimentos comerciais.

Natal concentra 52,21% das notificações do estado. Na sequência aparecem os municípios de Touros, Ceará-Mirim, Nísia Floresta, Parnamirim e Extremoz.

As mulheres representam 59,3% dos registros, e a faixa etária mais atingida é a de adultos entre 20 e 59 anos, que responde por 61,95% dos casos.

Os sintomas podem surgir entre poucos minutos e 48 horas após o consumo do peixe contaminado. Os principais são:

Em casos mais graves, podem ocorrer queda da pressão arterial e redução dos batimentos cardíacos.

Em caso de suspeita de intoxicação, a Vigilância Sanitária orienta:

Fonte: g1 RN