Após o sucesso como Dona Sebastiana, no premiado filme “O Agente Secreto”, a atriz potiguar Tânia Maria, de 79 anos, voltou a produzir tapetes artesanais no povoado de Santo Antônio da Cobra, no município de Parelhas (RN), onde mora. Ela mantém as atividades no audiovisual.
Tânia Maria se tornou atriz em 2019, aos 72 anos, após fazer um papel de figurante no filme “Bacurau”, de Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho, que também dirigiu “O Agente Secreto”. Antes disso, trabalhava como artesã e costureira.
A volta às atividades de origem foi compartilhada pela própria atriz nas redes sociais. Tânia postou um vídeo costurando tapetes com a legenda “Fazendo arte para o seu lar”. Em seguida, mostrou o resultado final do produto, já embalado.
A produção como artesã acontece após uma sequência de trabalhos de Tânia Maria como atriz.
Além da gravação e da campanha de “O Agente Secreto” pelo Oscar, ela também estrelou recentemente o longa “Yellow Cake”, que representou o Brasil no Festival de Roterdã, e tem lançamento internacional previsto para este mês de maio.
Tânia Maria recebeu grande reconhecimento pela atuação no filme O Agente Secreto, e chegou a ser lembrada por publicações especializadas, como Variety e The Hollywood Reporter, como uma candidata à indicação de Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar, mas acabou ficando de fora da lista oficial.
O filme foi indicado a quatro estatuetas.
No filme, Tânia Maria vive Sebastiana, uma proprietária de apartamentos em Recife que abriga refugiados e Marcelo, o personagem de Wagner Moura.
Tânia Maria conheceu Kleber Mendonça Filho durante as gravações de Bacurau no povoado de Santo Antônio da Cobra. Ela também fez amizade com o preparador de elenco Leonardo Lacca e outros artistas. Desde então, emendou uma série de produções.
Além de o Agente Secreto e Yellow Cake, a atriz também participou do filme “Seu Cavalcanti” e rodou a série policial “Delegado”, com previsão de estreia em 2026.
Ela também tem no currículo o curta-metragem “O Dilema das Rosas”, de Miguel Victor e os longas “Almeidinha”, de Gustavo Guedes e Julio Castro, e “Adoção”, de Allan Deberton.
Fonte: g1 RN






