O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou que suas principais divergências políticas são com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e não com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi dada nesta quarta-feira (17), após um fim de semana marcado por atritos públicos entre integrantes do Novo e do Partido Liberal (PL), com troca de críticas, manifestações nas redes sociais e o cancelamento de um convite feito a Zema para participar de um evento partidário.
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O episódio ocorreu após críticas feitas por Zema à relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Depois das declarações, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro defendeu, em uma publicação nas redes sociais, um possível rompimento entre o PL e o Novo.
Na segunda-feira (15), Zema foi desconvidado de um encontro do partido em Santa Catarina, previsto para o início de julho. Segundo aliados ouvidos pelo g1, o ex-governador tomou conhecimento da decisão por meio da imprensa.
Em maio, após a divulgação de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, Zema afirmou que considerava “imperdoável” o pedido de recursos para financiar o filme “Dark Horse“, longa metragem que aborda a história de Jair Bolsonaro (PL). Dias depois, o pré-candidato disse que o episódio estava superado, mas voltou a criticar a postura do senador, mantendo o tema em discussão entre lideranças da direita.
Na entrevista desta quarta-feira (17), ao comentar novamente o caso envolvendo o Banco Master, Zema defendeu a privatização de estatais e afirmou que apenas instituições públicas mantiveram negócios com a instituição financeira.
Zema também apresentou propostas relacionadas ao setor de energia e à atração de data centers para o Brasil.
Ao falar sobre política tributária, o pré-candidato afirmou que pretende seguir uma linha de redução de impostos em âmbito nacional.
Fonte: g1 PB






