Mãe de jovem morto com taco de beisebol diz: agressor saiu para matar

© Reprodução / Redes sociais

Fonte: G1 Rio de Janeiro.

Eliton Torres, de 23 anos, será enterrado nesta terça-feira (6) no Cemitério do Caju, no Rio. O jovem foi agredido com um taco de beisebol na última quarta-feira (31) e não resistiu aos ferimentos. A mãe está certa de que o suspeito “saiu de casa para matar”, mas, apesar do sofrimento, garante: “não desejo essa dor nem para os pais do agressor”.

“Não desejo nem para o pai nem para a mãe dele a dor causada pelo que ele fez com meu filho. Eu não quero nada, só quero a Justiça e que ele seja preso porque ele destruiu os sonhos do meu filho”, desabafou.

O assessor parlamentar Raul Soares Neto é suspeito de envolvimento no assassinato de Eliton. Ele foi afastado nesta segunda-feira (5) pelo deputado estadual Chiquinho da Mangueira.

Na última quarta-feira (31), a vítima foi agredida na cabeça com dois golpes de taco de beisebol durante a comemoração do seu aniversário de 23 anos com três amigos no bairro de São Cristóvão, na zona norte do Rio.

Marisa, a mãe de Eliton, contou ao G1 que um homem com quem o filho tinha brigado há alguns anos viu quando o grupo passava pela rua e iniciou uma discussão.

Ele saiu de casa para matar. Ele foi atrás do meu filho com um taco de beisebol e quando o Eliton virou as costas dizendo que não queria brigar, deu uma pancada na cabeça e meu filho caiu no chão. Quando os amigos dele foram tentar ajudar, o pai dele [do suspeito] desceu com uma arma e deu um tiro pro alto, dizendo pra ninguém interferir.”

Segundo Marisa, depois de atirar para o alto, o agressor teria dado outro golpe na cabeça de Eliton, que estava caído. “Quebrou os ombros do meu filho, a cabeça, os dentes, a gengiva estava toda para fora e o pai dele não deixava as pessoas tirarem meu filho de lá, dizia que quem tentasse tirar, ele daria um tiro”, disse.

A vítima foi levada para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio, em estado grave e com traumatismo craniano, onde ficou internado por três dias, mas não resistiu aos ferimentos.

Ainda segundo a mãe da vítima, a família do agressor teria se mudado de casa no dia seguinte ao crime. “A polícia foi procurar o garoto e não encontrou ninguém. A família toda fugiu”, contou. O G1 procurou a Polícia Civil para verificar essa informação, mas ainda não obteve resposta.

Em nota, a Polícia Militar confirmou que a Polícia Civil está investigando o caso

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